Caro Leitor

Ah não posso, é tudo delírio... de lírica expressão.

Não posso com a promessa de que devo escrever sempre, entre as neblinas da nossa falta de tempo para o amor,

Não posso amar essencialmente de mente, roubar a pura inocência da infância para dá-la ao sabor afetivo de algum leitor, sobretudo dos leitores caros que se entregam devotamente à contemplação do sonho que as palavras transmutam na poesia da vida.

E por isso, peço-lhe perdão, caro leitor.

Nunca fui bom na arte de amar, talvez por essa expressão cabisbaixa para tantos sentimentos, mesmo os mais altivos e nobres.

Gosto apenas de saber-me a amar... e talvez por essa negação eu tenha tido tempo para tantos ensaios quase literários, se não angústias assoviadas na contramão do barulho da cidade.
É bom falar sozinho, baixinho, ao pé do ouvido fazer sentir a vida e sua incomunicável poesia, como um segredo depositado em um amigo faz crescer a amizade, deixo a ti, prezado leitor, esse silêncio de palavras vagarosas, de onde surgem as inevitáveis poesias.

sábado, 16 de julho de 2016

Aos Filhos

E encostas lentamente tua cabeça em minha alma e faz dela teu travesseiro,
E adormeces entre um riso ingênuo e um olhar indefeso e faz desnecessárias as palavras...
E fico olhando o infinito que guardamos... particular e obscuro, nossa fome invisível.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Parvo

Como é presunçoso e frágil o nosso entendimento...
Mal compreendes meu coração e já te sentes dona dele.