... Teu silêncio é um achado antigo, em que a poeira sentou, acumulou-se e os dedos escrevem... (Cristino Júnior)
Caro Leitor
Ah não posso, é tudo delírio... de lírica expressão.
Não posso com a promessa de que devo escrever sempre, entre as neblinas da nossa falta de tempo para o amor,
Não posso amar essencialmente de mente, roubar a pura inocência da infância para dá-la ao sabor afetivo de algum leitor, sobretudo dos leitores caros que se entregam devotamente à contemplação do sonho que as palavras transmutam na poesia da vida.
E por isso, peço-lhe perdão, caro leitor.
Nunca fui bom na arte de amar, talvez por essa expressão cabisbaixa para tantos sentimentos, mesmo os mais altivos e nobres.
Gosto apenas de saber-me a amar... e talvez por essa negação eu tenha tido tempo para tantos ensaios quase literários, se não angústias assoviadas na contramão do barulho da cidade.
É bom falar sozinho, baixinho, ao pé do ouvido fazer sentir a vida e sua incomunicável poesia, como um segredo depositado em um amigo faz crescer a amizade, deixo a ti, prezado leitor, esse silêncio de palavras vagarosas, de onde surgem as inevitáveis poesias.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Meu coração
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Simples aberração
sábado, 25 de maio de 2013
Anjos
domingo, 5 de maio de 2013
Comunhão
sábado, 23 de março de 2013
Causa e efeito
E a canção da rua fugindo, meu coração
pousa no tempo com que te fito
e devaneio sem ilusão.
sobras de comidas
cápsulas, balas
restos eternos de mortais.
Quero te ver com a saudade do coração
teus olhos antigos de um corpo em transformação
adesivo no caderno da memória
ainda por desistir das fábulas que contaste.
Ouço com uma nitidez o teu silêncio e rio
a que distância me visitas, lembrança
cabelo, força e carinho, glórias temporais
que os anos futuros não trazem mais.