Caro Leitor

Ah não posso, é tudo delírio... de lírica expressão.

Não posso com a promessa de que devo escrever sempre, entre as neblinas da nossa falta de tempo para o amor,

Não posso amar essencialmente de mente, roubar a pura inocência da infância para dá-la ao sabor afetivo de algum leitor, sobretudo dos leitores caros que se entregam devotamente à contemplação do sonho que as palavras transmutam na poesia da vida.

E por isso, peço-lhe perdão, caro leitor.

Nunca fui bom na arte de amar, talvez por essa expressão cabisbaixa para tantos sentimentos, mesmo os mais altivos e nobres.

Gosto apenas de saber-me a amar... e talvez por essa negação eu tenha tido tempo para tantos ensaios quase literários, se não angústias assoviadas na contramão do barulho da cidade.
É bom falar sozinho, baixinho, ao pé do ouvido fazer sentir a vida e sua incomunicável poesia, como um segredo depositado em um amigo faz crescer a amizade, deixo a ti, prezado leitor, esse silêncio de palavras vagarosas, de onde surgem as inevitáveis poesias.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Tudo novo, muito novo

É Natal! Saúdam os olhos do menino,

são pequeninos esses sinos

Ao ritmo do coração pobre e franzino

pobre, mas natalino.

E eu fui ficando grande

E o mundo diminuindo

amor seja como for é o amor

Malogrado, não doado, mas amor.

Fica um pedaço de igreja

Talvez santidade do olhar

Nos restos do s nossos brinquedos

Na expectativa de celebrar

Não as cores rubras laminadas sob algodão

Mas algum lugar em Jesus

Num punhado de coração

Íntima, ínfima luz

posta no verde, vede,

encobrindo as sombras da cruz.

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