De todas as formas de procura, uma me basta: a do amor descoberto em criança, botão em expectativa de flor.
Quão leve teu ser em rotação no espaço como um nascimento luminoso de auroras e carinho preso em peito de homem.
E tuas mãos já em promessas que a própria memória trouxera desde tempos imemoriais, quando tudo fora silêncio.
Nasceste para confortar a arquitetura do mundo nos olhos do infeliz que me supunha, teimoso e ingrato ao clarão do universo.
E hoje, reposto menino, da janela olha a previsão diáfana que há entre um beijo e um caminho, entre formas sem geometria pela contemplação dos seres em perpétuo movimento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por comentar. Tenha um bom dia!