Por que o amor?
Para que o amor?
Tão leve que sua voz nunca se cristaliza no imperativo.
Ah, não posso expulsá-lo:
Vai, não volta até que o coração recupere seu ritmo!
E o amor fica rindo, carinho sob a face cardíaca.
Certo é amar; errado é amar;
Pois que basta amar, ao amor
E o ser amado é imponente
E o ser amoroso contradição
Entre as sombras futuras e a luz do presente.
Mas amor vai fazendo casa, sem pressa de se pensar
Fica um dia e outro, quando se vê é março
E amor não foi embora
Não vai nunca
Fica sempre nos olhando
com aquela cara,
Atemporal em sua fraga de mistério
Ansioso por compreender
A voz das crianças do outro lado.
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