Caro Leitor

Ah não posso, é tudo delírio... de lírica expressão.

Não posso com a promessa de que devo escrever sempre, entre as neblinas da nossa falta de tempo para o amor,

Não posso amar essencialmente de mente, roubar a pura inocência da infância para dá-la ao sabor afetivo de algum leitor, sobretudo dos leitores caros que se entregam devotamente à contemplação do sonho que as palavras transmutam na poesia da vida.

E por isso, peço-lhe perdão, caro leitor.

Nunca fui bom na arte de amar, talvez por essa expressão cabisbaixa para tantos sentimentos, mesmo os mais altivos e nobres.

Gosto apenas de saber-me a amar... e talvez por essa negação eu tenha tido tempo para tantos ensaios quase literários, se não angústias assoviadas na contramão do barulho da cidade.
É bom falar sozinho, baixinho, ao pé do ouvido fazer sentir a vida e sua incomunicável poesia, como um segredo depositado em um amigo faz crescer a amizade, deixo a ti, prezado leitor, esse silêncio de palavras vagarosas, de onde surgem as inevitáveis poesias.

domingo, 2 de novembro de 2008

Alguns poemas...

Não Terminou

Não terminou.
O amor não desaprendeu a amar. Embora tenha calado.
Não acabou.
Mentira não sentirmos falta. Embora resignados e tortos.
Não se perdeu.
Aquela porção de silêncio ainda existe. Embora muita vez frustrada.
Não terminou.
O amor não terminou com as histórias nem com os amantes.
E embora suponhamos esquecidos...O amor não se esqueceu.

2 comentários:

  1. amei a idei de ser tua primeira seguidora,e de fazer o primeiro comentário em seu blog obrigada por esse privilégio!!!!

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  2. Que lindooo!!!!!!!!
    Adorei!
    Esse é a minha cara!
    Vou ser deguidora.

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