... Teu silêncio é um achado antigo, em que a poeira sentou, acumulou-se e os dedos escrevem... (Cristino Júnior)
Caro Leitor
Ah não posso, é tudo delírio... de lírica expressão.
Não posso com a promessa de que devo escrever sempre, entre as neblinas da nossa falta de tempo para o amor,
Não posso amar essencialmente de mente, roubar a pura inocência da infância para dá-la ao sabor afetivo de algum leitor, sobretudo dos leitores caros que se entregam devotamente à contemplação do sonho que as palavras transmutam na poesia da vida.
E por isso, peço-lhe perdão, caro leitor.
Nunca fui bom na arte de amar, talvez por essa expressão cabisbaixa para tantos sentimentos, mesmo os mais altivos e nobres.
Gosto apenas de saber-me a amar... e talvez por essa negação eu tenha tido tempo para tantos ensaios quase literários, se não angústias assoviadas na contramão do barulho da cidade.
É bom falar sozinho, baixinho, ao pé do ouvido fazer sentir a vida e sua incomunicável poesia, como um segredo depositado em um amigo faz crescer a amizade, deixo a ti, prezado leitor, esse silêncio de palavras vagarosas, de onde surgem as inevitáveis poesias.
domingo, 2 de novembro de 2008
Alguns poemas...
Não terminou.
O amor não desaprendeu a amar. Embora tenha calado.
Não acabou.
Mentira não sentirmos falta. Embora resignados e tortos.
Não se perdeu.
Aquela porção de silêncio ainda existe. Embora muita vez frustrada.
Não terminou.
O amor não terminou com as histórias nem com os amantes.
E embora suponhamos esquecidos...O amor não se esqueceu.
amei a idei de ser tua primeira seguidora,e de fazer o primeiro comentário em seu blog obrigada por esse privilégio!!!!
ResponderExcluirQue lindooo!!!!!!!!
ResponderExcluirAdorei!
Esse é a minha cara!
Vou ser deguidora.